sábado, novembro 25, 2017

Filósofo Severino Ngoenha alerta para as “revindicações pseudo-identitárias” em Moçambique

"Neste momento estamos num país em tréguas e não em paz. As negociações são feitas por apenas duas partes, mas o problema em causa é de todos nós", afirmou académico, que sugere que se convoquem estados gerais para encontrar uma solução definitiva para a crise política no país... Façamos um debate mais amplo. É preciso dar espaço a todos, porque as opiniões de todos" podem levar a "um equilíbrio", 

Fonte: Lusa- 24.11.2017

sexta-feira, novembro 24, 2017

Filósofo Severino Ngoenha alerta para as “revindicações pseudo-identitárias” em Moçambique

O filósofo Severino Ngoenha alertou hoje para o surgimento de reivindicações "pseudo-identitárias" ligadas à disponibilidade de recursos, considerando os incidentes de Mocímboa da Praia como um aviso.
"Hoje, começam a nascer revindicações pseudo-identitárias ligadas à disponibilidade dos recursos minerais no nosso território", declarou o reitor da Universidade Técnica de Moçambique.
Severino Ngoenha falava durante o último dia do Fórum MOZEFO, ciclo de conferências promovido pelo grupo de comunicação social Soico.
Para Ngoenha, os incidentes de Mocímboa da Praia, Norte de Moçambique, em Outubro, em que um grupo armado atacou postos policiais, resultando em mortes dos dois lados, revelam a ameaça da intolerância religiosa e expõem a debilidade de uma sociedade que deve repensar o seu conceito de identidade.

quinta-feira, novembro 23, 2017

Manuel de Araújo irritado com o silêncio no esclarecimento de assassinatos de políticos

As autoridades moçambicanas, apesar de promessas de investigação, pouco divulgam sobre as razões de assassinatos de políticos e defensores de direitos humanos, que os analistas dizem ser levadas a cabo por esquadrões da morte criadas para silenciar vozes críticas.
Este partido [Frelimo] deveria usar a sua maioria parlamentar para votar o retorno do monopartidarismo, uma vez que rejeita a democracia.

Fonte: Voz da América – 23.11.2017

PR exonera Alberto Nkutumula e Nyeleti Mondlane

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, exonerou, hoje, Alberto Hawa Januário Nkutumula do cargo de Ministro da Juventude e Desportos.
O Presidente exonerou igualmente Nyeleti Brooke Mondlane do cargo de Vice-Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
Nyusi nomeou Nyeleti Brooke Mondlane para o cargo de Ministra da Juventude e Desportos e Júlio José Parruque para o cargo de Governador da província de Cabo Delgado. 
Fonte: O País – 23.11.2017

quarta-feira, novembro 22, 2017

Laura Chinchilla: A chave para empregabilidade é a educação

A antiga Presidente da República da Costa Rica, Laura Chinchilla, defende que a chave para a geração de empregos, crescimento e desenvolvimento de um país é a educação. A antiga governante buscou o exemplo do seu país que era uma nação pobre, mas alterou o cenário através da aposta na educação a todos os níveis.
A Costa Rica é um país que detém recursos naturais como o gás e o petróleo, mas a nação, segundo Chincilla, optou por não explorá-los.

“A Costa Rica era um país muito pobre há 50 anos, mas decidimos apostar na educação, somos um país rico em hidrocarbonetos, mas não os exploramos, optamos por investir no capital humano. E esta foi a melhor decisão que tomamos. A chave para maior empregabilidade é a educação, educação e educação. Não há outra chave para este desafio”.

“A maior de riqueza de qualquer país é a seu povo. Devemos garantir que a educação possa gerar riqueza. É muito importante investir nas pessoas se quisermos gerar riqueza. Petróleo e gás por si só não geram riqueza. É importante que 100 por cento das crianças tenham, educação primária, os adolescentes e os adultos também tenham educação”,

“O que falta nos países africanos é a aposta na educação, apostar no seu povo, para que todas as riquezas que são dadas pela natureza possam gerar riqueza. Todas as crianças nascem iguais com as mesmas potencialidades. Deve se investir na educação logo que a criança nasça, porque só assim vemos quais são as potencialidades das crianças. Os países africanos devem o fazer, para garantir uma geração capaz de gerar riquezas, transformar os recursos naturais em desenvolvimento para todos”, concluiu Laura Chinchilla.

Fonte: O País – 22.11.2017

Inicia amanhã submissão de candidaturas às intercalares em Nampula

Este processo iniciou no dia 15 deste mês e, até ontem, já se tinham inscrito cinco formações políticas. Trata-se de Renamo, o maior partido de oposição, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a Frelimo, o Ecologista Movimento Terra e o Partido Humanitário de Moçambique (Pahumo).
“Neste momento, a inscrição é apenas dos partidos políticos, como proponentes, e a partir de quinta-feira inicia o processo de apresentação das candidaturas, que vai prolongar-se até 7 de Dezembro”, esclareceu o coordenador da Comissão de Assuntos Legais e Deontológicos da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Rodrigues Timba, citado pela AIM, a agência estatal.

DUAS PLANTAS MEDICINAIS REFORÇAM COMBATE À MALÁRIA

Duas das cinco plantas largamente usadas por algumas comunidades da província meridional moçambicana de Maputo, para o tratamento da malária, acabam de ser aprovadas em laboratório nacional e independente, da Faculdade de Farmácia, na Universidade de Lisboa, em Portugal, como sendo eficientes para eliminar o plasmodium, parasita que causa a malária.
Trata-se de Terminalia sericea, conhecida por nkonola, na província de Maputo, e peltophorum africanum, designado machuvana, cuja conclusão resultou do trabalho desencadeado pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento em Etnobotânica (CIDE), localizado na Namaacha, e que foi confirmada em Setembro.
Foram, no total, cinco espécies estudadas localmente, mas o nosso estudo não era suficiente. Tínhamos de ter contra-prova num laboratório independente. Assim, um nosso estudante de pós-graduação levou as cinco plantas para a Faculdade de Farmácia, na Universidade de Lisboa, e destas duas foram confirmadas como tendo propriedades para eliminar o plasmodium, disse ao Notícias o director-geral do CIDE, António Tembue.
Segundo Tembue, o passo a seguir é determinar o princípio activo destas duas plantas, de modo a se produzir comprimidos, xarope ou outra substância. Mas isso passa por uma série de testes, de modo a definir as quantidades, quer em menores, quer em adultos, acautelou.
Tembue precisa que para se ter os comprimidos tudo passa pelos protocolos que são aprovados na ética da biomédica. Entretanto, apraz-nos o facto de termos visto num laboratório e confirmado que o que a população usa e que recolhemos para testes realmente mata o plasmodium, sublinhou.

In AIM – 22.11.2017

JOSÉ MARIA NEVES: POLÍTICA DE INCLUSÃO NA ORIGEM DO SUCESSO DE CABO VERDE

O respeito à divergência de ideias e a inclusão política e social estão entre as chaves para o sucesso de uma boa governação, segundo o antigo primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves.
O país [Cabo Verde] era improvável, devido, entre outros factores, a falta de recursos naturais para lançar e impulsionar o país na esfera do desenvolvimento. Entretanto, através da aposta forte na inclusão social, estabilidade social, política e económica, bem como a determinação dos dirigentes com o bem comum, Cabo Verde passou de um país improvável, para uma nação de referência em matérias de boa governação. 
“Para uma boa governação, é preciso que haja bom governo, um executivo capaz de governar pela discussão porque a unanimidade é burra. Deve-se ser radicalmente inclusivo e respeitar a oposição, porque em democracia o poder não é eterno”, 

In AIM – 22.11.2017

terça-feira, novembro 21, 2017

Com Nyusi a Governação está pior em Moçambique, segundo índice Mo Ibrahim

Apesar de todo o benefício da dúvida que os moçambicanos, académicos e sociedade civil incluídos, têm dado ao Presidente Filipe Nyusi a sua governação não está a ser melhor do que a do seu antecessor. No índice de Governação Africana(IIAG) de 2017, Moçambique caiu duas posições, “com a aceleração do declínio nos últimos cinco anos, a uma taxa média anual de -0,45”.
A evidente degradação da governação de Filipe Jacinto Nyusi ao longo destes dois anos em que é Presidente de Moçambique também aparece refletida nas avaliações internacionais. Depois de mau desempenho no Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, da regressão no ranking de Competitividade do Fórum Económico Mundial, de mais uma queda no Doing Business do Banco Mundial o nosso país também regrediu no índice Ibrahim de Governação Africana, publicado nesta segunda-feira(20) pela Fundação Mo Ibrahim, em clara contra-mão da trajectória da Governação Global do continente que continua, em média, positiva. Ler mais (@Verdade, 21.11.2017)

OTM repudia proposta do corte no 13º salário

Organização dos Trabalhadores Moçambicanos - Central Sindical (OTM-CS) repudia as declarações do presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Agostinho Vuma, nas quais o mesmo incentiva o Governo a não pagar o 13º salário e a congelar o aumento salarial e as progressões nas carreiras, em 2018.
A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos ameaça ir a rua e manifestar-se se a decisão for aceite.

Fonte: O País – 21.11.2017

JORNAL DA NOITE 21 11 2017

STV EnsinoPrimario Tomaz Salomão 18 11 2017



...o problema da fraca qualidade no ensino primário resolve-se investindo não só em infra-estruturas, mas também em professores. Tomaz Salomão não vê razões para que não hajam investimentos no primário e diz mesmo que o argumento de falta de dinheiro não procede. “É preciso pensarmos como país, como nação...

...Tomaz Salomão diz mesmo que das coisas mais fáceis em Moçambique é criar uma universidade, pois qualquer pessoa pensa é capaz. “Não tem biblioteca, não tem laboratórios, mas acima de tudo onde estão os professores. Esquecemo-nos de que nós estamos a formar pessoas não só para servir o país, mas também para competir na região, no continente e no mundo. Outro dia o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior perguntava-me assim: ‘eu fui visitar algumas universidades e encontrei isto. Agora estou com dilema se mando fechar ou não’. Eu disse senhor ministro, fecha! Se quer saber da minha opinião, fecha”... (Emídio Baule, O País, 20.11.2017)

Mugabe renuncia o cargo

O histórico líder do partido ZANU-PF, e Presidente do Zimbabwe desde 1980, Robert Mugabe, resignou o cargo de Chefe do Estado, disse o Porta-voz do parlamento Jacob Mudenda, de acordo com a BBC.
O anúncio de Robert Mugabe acontece numa altura em que o parlamento zimbabweano debate a moção de impeachment ao presidente de que deixa o cargo aos 93 anos de idade.

Fonte: O País – 21.11.2017

segunda-feira, novembro 20, 2017

Renamo e MDM denunciam alegadas irregularidades do STAE na Beira

Os dois maiores partidos da oposição e com assento no parlamento, nomeadamente a Renamo e o MDM, convocaram, hoje, a imprensa, separadamente, com o propósito de denunciar supostas irregularidades cometidas pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) ao nível da cidade da Beira,  realativamente ao mapeamento dos postos de recenseamento eleitoral para as eleicões autárquicas de 2018.
Os dois partidos alegam que o STAE está a criar novos postos sem observar a lei e os mesmos irão funcionar separados há menos de um km e próximos de unidades militares, policiais e das sedes do partido Frelimo, em detrimento dos que sempre existiram.
A Renamo e o MDM garantiram ainda que apesar de estarem representantes nos órgãos eleitorais na Beira, não foram consultados para os novos mapeamentos e exigem que se mantenham os postos já existentes e em caso de necessidade, que outros  sejam acrescentados com base do crescimento populacional e da lei.
O STAE em Sofala reagiu às acusações da Renamo e do MDM explicando que a criação  de novos postos é da competência exclusiva da Comissão Provincial de Eleições, sob proposta das Comissões Distritais de Eleições. Acrescenta ainda tratar-se apenas de propostas.
Na última sexta-feira, estava agendada uma sessão ao nível da Comissão de Eleições da cidade da Beira para a aprovação dos postos.
Fonte: O País – 20.11.2017

Destituído da liderança da ZANU-PF, Mugabe não se demite e anuncia que vai presidir a transição

Destituído da presidência da União Nacional Africana de Zimbabwe-Frente Patriótico (ZANU-PF), Robert Mugabe não anunciou a sua saída da presidência do Zimbabwe num comunicado ao país transmitido pela televisão estatal neste domingo(19), como era esperado, e afirmou que vai presidir o processo de transição no país vizinho de Moçambique.

In @Verdade – 20.11.2017

JORNAL DA NOITE: Tomaz Salomão sobre a tensão política no Zimbabwe



E porque não se pode falar da democracia sem boa governação, Tomaz Salomão disse que a tensão política em curso no Zimbabwe resulta do problema de governação. “É aquilo que leva as pessoas a dizerem que ‘esses africanos são todos iguais’. Problema de governação. Quando a Constituição diz que deve ficar dois mandatos, amigo, fica dois e deixa o outro vir. Não há nenhum problema, porque o Estado vai tomar conta de ti”.

domingo, novembro 19, 2017

Leis das Autarquias


1. Lei 2/1997 - Autarquias de 18 de Fevereiro de 1997

2 Lei 15/2007 de 27 de Julho 2007

3. Lei 7/2013 de 22 de Fevereiro de 2013

Expulsos da Zanu-PF

O Comité Central da Zanu-PF destituiu Robert Mugabe como Presidente do partido e expulsou a sua mulher, Grace Mugabe bem como dois dos ministros mais próximos de Robert Mugabe, os da Educação Superior, Jonathan Moyo, e o das Finanças, Ignatius Chombo. 

Fonte: Deutsche Welle, 19.11.2017

Mugabe afastado da liderança do partido

Vice-presidente Emmerson Mnangagwa será o sucessor do MugabeRobert Mugabe foi, hoje, afastado da liderança do ZANU-PF e substituído por Emmerson Mnangagwa, durante uma reunião extraordinária do partido, disse à Reuters um dos participantes, citado pelo Diário de Notícias.
O exército assumiu o controlo do Zimbabwe apoiando Emmerson Mnangagwa, o vice-Presidente demitido na última semana pelo chefe de Estado, na sequência de uma intensa campanha da sua mulher, Grace Mugabe, a qual também foi agora afastada do partido.
A influente Liga dos Jovens da ZANU-PF pedira a Robert Mugabe que se demitisse do cargo de Presidente e exigira a "expulsão" de Grace Mugabe do partido no poder no Zimbabwe desde a independência, em 1980.

Fonte: O País – 19.11.2017 

Liga da Juventude da Zanu-PF "exige" a expulsão da Grace Mugabe

"Exigimos a expulsão, mais do que nunca da senhora (Grace) Mugabe da Zanu-PF e exigimos do presidente Mugabe que se demita do seu posto do presidente e primeiro secretário do partido e as funções do Presidente da República do Zimbabwe", Liga da Juventude da Zanu-PF (Angop – 19.11.2017)

sábado, novembro 18, 2017

Frelimo tem um slogan que é “Um amigo, um camarada”

Isto dito pelo 1° Secretário Provincial da Zambézia, Paulino Lenço.
Ora, é para frelimizar as amizades dos mocambicanos? Essa gente ria-se de Tocova que dizia que nunca teria relacão com uma "camarada", mas é pior que o Manuel Francisco Tocova. Se calhar era por Tocova saber das artimanhas da Frelimo que ele disse aquilo.

Este slogan não fortalece aquilo que assistimos que é evitar amizades com pessoas de outras cores partidárias? Como fico eu com todos os meus familiares e amigos membros e simpatizantes da Frelimo já que em nenhum momento aceitarei ser confundido de membro da Frelimo? 

Zimbabwe: Milhares de pessoas protestam contra Mugabe

Milhares de pessoas tomaram as ruas das principais cidades do Zimbabwe este sábado para exigir a renúncia do presidente, Robert Mugabe, que pode estar a viver seus últimos dias no cargo após 37 anos no poder depois que os militares tomaram o controlo do país, informou a Agência EFE.

Tanto na capital do país, Harare, como na segunda maior cidade, Bulawayo, os bairros centrais se encheram de cidadãos com bandeiras zimbabueanas e cartazes com mensagens como "Mugabe, saia agora" e "O Zimbabwe não é uma empresa privada, Mugabe deve renunciar".
As manifestações foram convocadas por mais de uma centena de organizações civis, a união sindical e a influente associação de veteranos de guerra, e contam com o apoio das forças armadas, que controlam o país de fato desde a última terça-feira.
As chamadas "marchas da solidariedade" expressam seu apoio à intervenção militar contra o governo de Mugabe, e nelas é possível ver cartazes com a imagem do chefe do exército, Constantine Chiwenga, junto com a inscrição "a voz do povo".

sexta-feira, novembro 17, 2017

Sobre os acontecimentos no Zimbabwe

No meu ponto de vista, o que está a acontecer no Zimbabwe é bom e podia ser uma lição (modelo) para toda África. Pode ser que os militares fizeram tudo sem contar com o resultado final e nem Mugabe não tenha contado com o que possa acontecer no Zimbabwe nos próximos anos.

1. Pode ser que estes acontecimentos melhorem  a democracia interna no ZANU-PF mais do que se o
Emmerson Mnangagwa  ou a Grace Mugabe fossem indicados por um único homem – Robert Mugabe. Não julgo haver dúvidas que o sucessor de Mugabe será escolhido pelos militares veternanos, mas os zimbabweanos não reagirá doutra forma quando estes tiverem a oportunidade soberana ?
2. Pode ser que estes acontecimentos venham a abrir muito mais a consciência dos zimbabweanos, assumindo que só eles podem fazer mudanças no Zimbabwe e é pelos votos. Tenho dificuldades de acreditar que os que festejavam nas ruas, aquilo que me fez lembrar o golpe de Estado  em Portugal, era por prisão domiciliária do Presidente Mugabe por algumas horas.

3. O problema do clássico golpe de estado em África é de muitas vezes eliminar a democracia ou o processo democrático. Os militares por mais que digam que é para restaurar a democracia, sempre vêm com um período de transição que lhes permite formar um partido e abocanhar o poder para “sempre.”

Patrões moçambicanos defendem congelamento de aumentos salariais e do 13.º mês

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior associação patronal do país, propôs hoje ao Governo moçambicano o congelamento em 2018 do aumento nos ordenados e do 13.º mês, visando atenuar o desequilíbrio das contas públicas.
A CTA defendeu um pacote de medidas a serem seguidas pelo executivo no próximo ano, durante o V Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios no país.
"Na perspectiva da austeridade da despesa pública, precisamos de ir a fundo nas reformas, para enfrentar os desequilíbrios, introduzindo medidas como o congelamento dos aumentos salariais em 2018 e suspendendo o 13.º mês", declarou o presidente da CTA, Agostinho Vuma.

Exército anuncia detenções de pessoas próximas de Mugabe

O exército do Zimbabwe, que controla a capital Harare, anunciou, hoje, que deteve pessoas próximas do Presidente, Robert Mugabe, e congratulou-se pelos "progressos significativos" da sua operação de purga no seio do partido no poder, o Zanu-PF, avança o Notícias ao Minuto.

"Queremos informar à nação de que progressos significativos foram alcançados no âmbito da nossa operação. Detivemos vários criminosos, enquanto outros continuam em fuga", disse o exército num comunicado publicado no jornal estatal The Herald.
Robert Mugabe e as forças armadas tiveram, ontem, uma reunião na sede da Presidência, com a mediação de um sacerdote e enviados do Governo da África do Sul. Ler mais (O País – 18.11.2017)

quinta-feira, novembro 16, 2017

Manuel de Araújo quer comissão de inquérito para assassinatos de políticos

O edil de Quelimane considera que os assassinatos são uma "estratégia" de "antigos militares" ligados à FRELIMO que visa eliminar fisicamente alguns políticos e afetar a imagem do Movimento Democrático de Moçambique.

Manuel de Araújo, membro do MDM, a segunda maior força da oposição, falou à DW África sobre a onda de assassinatos em Moçambique. O edil da cidade de Quelimane, que se mostrou revoltado, acusa o Governo, Parlamento e até mesmo os parceiros de cooperação de nada fazerem para parar esse fenómeno. 


DW África: Sente-se ameaçado com a onda de assassinatos de políticos?

Manuel de Araújo (MA): Sinto-me preocupado, porque a atuação dos esquadrões da morte tem trazido grandes preocupações em termos de segurança, não só para o cidadão Manuel de Araújo, mas para qualquer pessoa que ame Moçambique. E afugenta os investimentos estrangeiros, se se lembra da questão dos raptos em que muitos moçambicanos acabaram tirando o seu dinheiro de Moçambique e isso afeta bastante o desempenho da economia nacional. E agora temos este fenómenos dos assassinatos seletivos por parte dos esquadrões da morte. O que me preocupa é que nem o Governo de Moçambique, nem a Assembleia da República e muito menos os parceiros de cooperação estão a levar a sério esta atuação dos esquadrões da morte. O normal era já terem avançado com uma comissão de inquérito da parte do Governo, da parte do Parlamento e uma comissão da parte da comunidade internacional porque em Moçambique a nossa Constituição diz que não há pena de morte. Portanto, ninguém tem o direito de tirar a vida a outro. Eles querem recuperar os municípios, mas como sabem que por via popular não vão conseguir, então optam por outras vias, o assassinato das pessoas. Isto não é novo. E na FRELIMO é cultura, desde 1962. Eu tenho a lista de todos os que foram assassinados desde essa altura, como forma de resolver problemas. Portanto, a estratégia de usar a violência e assassinatos para resolver conflitos internos, dentro da FRELIMO, tem barbas brancas desde que a FRELIMO foi criada. Sempre houve assassinatos, até ao último dia 4 de outubro deste ano, em que foi assassinado Mahamudo Amurane.  Ler mais (Deutsche Welle – 16.11.2017)

Robert Mugabe recusa-se a abandonar o poder

Fonte dos serviços secretos do Zimbabwe disse à Reuters, citada pelo Expresso, que o ainda Presidente Robert Mugabe, impedido de sair de casa pelos militares, não quer deixar o cargo voluntariamente e recusou a mediação de um padre católico, único meio de contacto com os generais.
Ainda de acordo com o Expresso, conta a Reuters, citando uma fonte política, que o padre Fidelis Mukonori constitui nesta altura o único elo de ligação entre Mugabe e os generais que numa declaração transmitida pela televisão justificaram o assalto ao poder com a necessidade de capturar “criminosos” próximos do chefe de Estado, “que estão a causar sofrimento económico e social no país”.
Relatórios dos serviços secretos a que a Reuters teve acesso sugerem que o antigo chefe da segurança e vice-Presidente, Emmerson Mnangagwa, cuja demissão foi anunciada na segunda-feira, dia 6, será o arquiteto do golpe que começou a ser desenhado há mais de um ano.

segunda-feira, novembro 13, 2017

@Verdade Editorial: Não percamos o foco

Quando, há poucas semanas, assistimos ao Tribunal Judicial da Cidade de Nampula a condenar Manuel Tocova, edil interino de Nampula, pelo crime de desobediência, a reacção de todos foi de espanto e indignação. Sucede que, na história da Justiça moçambicana, não há registo de celeridade de um processo, à semelhança do que aconteceu com Tocova. Aliás, é sempre assim quando se trata de casos envolvendo indivíduos que não estão ligados ao partido no poder.
Foi impressionante a forma como os órgãos da justiça a nível de Nampula se desdobraram para condenar o edil interino acusado de recusar-se a fornecer documentos sobre exoneração de vereadores solicitados pelo Ministério Público. Ainda nesta semana, as notícias dando conta da prisão de Tocova, acusado de porte ilegal de arma de fogo, voltaram a causar espanto. É por demais evidente que a nossa Justiça anda enviesada e está ao serviço do regime da Frelimo para distrair o povo moçambicano dos reais problemas que preocupam a nação.

domingo, novembro 12, 2017

Assembleia de Nampula discute sucessão de Tocova

A Assembleia Municipal de Nampula reune-se segunda-feira em sessão extraordinária para eleger um novo presidente na sequência de uma carta na qual Manuel Tocova renuncia ao cargo de presidente do órgão, que vinha ocupando desde Fevereiro de 2014, informa AIM.

De acordo com fontes do “Diário de Moçambique”, citado pela AIM, Manuel Tocova submeteu à Assembleia Municipal de Nampula uma carta renunciando ao cargo.

Por força desta carta, na manhã de sexta-feira teve lugar na Assembleia Municipal local, uma reunião que visava concertar posições e marcação de uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira.

Na reunião, os 45 membros da Assembleia Municipal de Nampula vão eleger um novo presidente do órgão, significando deste modo que, independentemente de Tocova estar em liberdade, não mais voltará a exercer o cargo.

sábado, novembro 11, 2017

Candidaturas à eleição em Nampula arrancam em Dezembro

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) marcou para 2 a 16 de Dezembro de 2017 o período para apresentação de candidaturas para a eleição intercalar no município de Nampula.
O processo de divulgação das assembleias de voto irá até 25 dias antes da realização do sufrágio
Com o anúncio, há dias, de 24 de Janeiro de 2018 como data da realização das intercalares em Nampula, Paulo Cuinica reforçou que estão abertas as candidaturas a observadores, tanto nacionais como estrangeiros, e apelou aos interessados a que o fizessem a tempo.

Fonte: O País – 10.11.2017

Roque Silva, SG da Frelimo, tentando lubibriar aos munícipes de Nampula

É verdade que membros da Frelimo não andam com armas ilegais? Membros da Frelimo não alugam armas? Membros da Frelimo não matam os irmãos, membros da Frelimo condenam os que matam outros? Ver aqui.
De que Frelimo esse secretário-geral da Frelimo fala?Quantos em Moçambique choram por aqueles mortos por membros da Frelimo?

Se os erros discursivos de Manuel Tocova podem ser considerados pessoais e não partidários (com excepto de o Sg do MDM não ter mostrado indignação quando ele falou contra mulheres da Frelimo), será que é o mesmo com os do Roque Silva, Secretário-geral da Frelimo, partido que semeiou e semeia muito luto em Moçambique? De quem são os esquadrões da morte em Moçambique? 


Município de Nampula terá comissão de gestão até as intercalares

E depois da detenção do edil interino de Nampula, por posse ilegal de arma, Namashulua diz que a solução será a indicação de uma comissão de gestão do Município, até à eleição intercalar, agenda para 24 de Janeiro de 2018.
O edil interino de Nampula está detido desde quarta-feira. No cargo substituía o presidente do Conselho Municipal eleito, Mahamudo Amurane, assassinado a 4 de Outubro.

Fonte: O País – 10.11.2017

quinta-feira, novembro 09, 2017

Concordo com Bayano Valy

“Hoje os dois grupos de vereadores compareceram no edifício sede do município onde houve exaltação de ânimos. ..Parte do património do município está em lugar incerto. Além disso, não há, durante este período, controlo  das receitas de diferentes serviços.” In O País – 09.11.2017

Concordo com o Bayano Valy. Todos querem COMER ali e todos ou pelo menos na sua maioria são filhos do mesmo “pai”, o MDM. Portanto, o MDM tem que assumir a responsabilidade de gerir ESTE conflito entre seus membros. Simples.
P.S. Nisto aqui NÃO há nada de normal. VEREADORES são equiparados a MINISTROS. Imaginem, imaginem. Isto não se trata de um caso de funcionários simples. Para mim, o normal seria pedido de demissões ou recusa da nomeação.

Os premiados

Se a Fernanda Moçambique foi premiada por esconder votos no sutiã para eliminar o MDM num município pequeno como Gurue, como não se premiaria quem em 2009 conseguiu travar os avanços do MDM em maioriores círculos eleitorais como Nampula e Zambézia?

terça-feira, novembro 07, 2017

Ministério da Justiça e FBI investigam bancos envolvidos nas "dívidas secretas" de Moçambique

Investigadores querem saber se houve corrupção por parte de funionários moçambicano

O Ministério de Justiça dos Estados Unidos e o FBI, a polícia de investigação, estão a investigar os três bancos internacionais que estiveram envolvidos no caso das chamadas “dívidas secretas” de Moçambique
A investigação sobre os dois mil milhões de dólares cedidos pelo credor suíço Credit Suisse Group, o banco russo VTB Group e o banco Francês Paribas SA está na fase de inquérito, revelaram ao Walt Street Journal fontes bem informadas.
Os investigadores querem saber se os bancos em causa “facilitaram a corrupção de funcionários moçambicanos”
Os advogados da divisão especializada em lavagem de dinheiro e recuperação de activos do Ministério de Justiça reuniram-se no Verão com investidores que tinham vendidos títulos moçambicanos e solicitaram documentos e comunicações trocadas com os bancos.
Os funcionários do Ministério também se encontraram com os banqueiros e advogados do Credit Suisse e VTB, com sede em Londres, onde os negócios foram feito, para discutir as transações e as negociações com investidores e Moçambique, indicaram ao WST as mesmas fontes.
Recorde-se que em Abril de 2016, nas reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional em Washington o ministro das finanças de Moçambique admitiu que o Governo de Armando Guebuza contraiu empréstimos sem informar o Parlamento e os parceiros que, depois, vieram a confirmar rondar os dois mil milhões de dólares.
O FMI, o Banco Mundial e vários parceiros de Moçambique suspenderam a ajuda orçamental ao país e, mesmo depois da realização de uma auditoria internacional,não retomaram a ajuda.

Fonte: Voz da América – 06.11.2017

DAVIZ SIMANGO REAFIRMA REALIZAÇÃO DO CONGRESSO DO MDM EM NAMPULA

Na Zambézia, o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, reafirmou a realização em Nampula do segundo Congresso desta formação política.
Falando num comíco, Daviz Simango afirmou que o assassinato de Mahamudo Amurane, então Edil de Nampula, não vai impedir a realização do Congresso naquele ponto do país.
“Os nossos congressos realizam-se de cinco em cinco anos. Agora vamos fazer o segundo Congresso“ –disse o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango. 

Fonte: Rádio Moçambique – 07.11.2017

Intercalares em Nampula agendadas para 24 de Janeiro

O Conselho de Ministros fixou o dia 24 de Janeiro para a realização das eleições intercalares em Nampula. 

Nampula ficou sem o seu edil no passado quatro de Outubro, quando Mahamudo Amurane foi baleado mortalmente. 

Fonte: O País – 07.11.2017

Tocova muda de versão sobre seu paradeiro

Manuel Tocova, presidente interino do Município de Nampula, contradiz-se sobre o seu paradeiro e afirma não estar em parte incerta, como avançara ontem à Stv.
Tocova afirmou que estava a ser ameaçado de morte e detenção por parte de desconhecidos que o acusam de ter assassinado o edil de Nampula. O presidente interino do Município de Nampula acrescentou ainda que faziam de tudo para sujar o seu nome alegadamente por pensarem que seria candidato nas eleições intercalares.
Entretanto, hoje tem outro discurso e outros culpados. Falando à rádio pública, Tocova acusou certas pessoas de pretenderem fazer passar a imagem de Nampula como uma cidade sem Governo, e referiu que estava fora da cidade pura e simplesmente para tratar de assuntos familiares.
Na mesma ocasião, Tocova reafirmou que não tinha cometido erro algum ao nomear administradores e vereadores apesar de ter sido condenado pelo tribunal.

Fonte: O País – 07.11.2017

VICE-PRESIDENTE DO ZIMBABWE FOI DEMITIDO

O vice-presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, foi demitido, anunciou, esta segunda-feira, o ministro da Informação, Simon Khaya Moyo.
"O excelentíssimo Presidente Mugabe exerceu o seu poder para exonerar, com efeito imediato, o honorável vice-presidente Mnangagwa das suas funções de vice-presidente da República do Zimbabué", disse Khaya Moyo aos jornalistas, em Harare.
Emmerson Mnangagwa, de 75 anos, apelidado de "crocodilo", tem sido criticado nas últimas semanas por pessoas próximas ao Presidente Mugabe, incluindo a primeira-dama, Grace Mugabe, que o censurou por ter fingido ter sido vítima de uma tentativa de envenenamento em Agosto passado.
Os apoiantes do vice-presidente do Zimbabwe sugeriram, na altura, que a culpada da alegada tentativa de envenenamento seria a Primeira-dama, que desmentiu as alegações.
O ministro da Informação acrescentou que "ficou claro" que o comportamento de Emmerson Mnangagwa "durante o exercício das suas funções se tornou incoerente com as suas responsabilidades oficiais".
"O vice-presidente apresentou sistemática e constantemente falta de lealdade, desrespeito, desonestidade e falta de seriedade", explicou.
A sua demissão ocorre numa altura em que a guerra pela sucessão do Presidente de 93 anos se intensifica, apesar de Mugabe já ter anunciado que se candidatará a um novo mandato em 2018.

Fonte: Notícias a Minuto, in Rádio Moçambique – 07.11.2017

segunda-feira, novembro 06, 2017

PR defende austeridade nos órgãos do Estado

Manuel Tocova, edil interino de Nampula, encontra-se desde a manhã de hoje “em parte incerta”. Em contacto telefónico com a nossa reportagem, Tocova explicou que preferiu sair da circulação porque está a ser vítima de uma armadilha.
“Levaram um indivíduo, que dizem ter sido pago por mim, 50 mil meticais, para assassinar Mahamudo Amurane” explicou.
Tocova explica que tudo começou no sábado, quando indivíduos armados entraram na sua casa e ameaçaram o seu guarda. No mesmo dia, acrescenta, os mesmos indivíduos foram ao encontro do vereador da Polícia Municipal e revistaram o carro, pensando que ele (Tocova) se encontrava lá. Ao que tudo indica, de acordo com Manuel Tocova, o vereador reconheceu os indivíduos, que são da polícia. Ler mais (O País – 06.11.2017)

Nampula em colapso? Não vejo a situação de ânimo leve

Eu sei que muitos não vêem a situação do Município de Nampula como a vejo, não lhes preocupam como me preocupa. Mas como isto não preocupa a muitos se move todo o país? Se se confirma que o presidente interino encontra-se fugitivo, a questão é de como vai a gestão daquele município ainda que estamos num país onde quando um camião carregando qualquer produto se avaria “toda” a gente corre não para socorrer mas para tirar (pilhar) o que lá resta?
No caso de Nampula alguém está convencido de haver gente santa que desde aquela hora que se deu a conhecer o assassinato do edil não agiu que nem Caphirizhange, em Tete, onde toda gente correu para tirar combustível ou aqueles que na via de Nelspruit sairam dos seus carros luxuosos para retirarem para si bebidas de um carro acidentado?
A grande questão é de quem vai responder do que eventualmente tenha sido ou esteja a ser roubado em Nampula?

Não estará a cidade de Nampula a retroceder ao estado de há algumas décadas? Como se restaurará aquela cidade? Não está em total colapso? Eu não vejo a situação de ânimo leve.

Manuel Tocova em fuga e deixa Nampula sem liderança

Manuel Tocova, edil interino de Nampula, encontra-se desde a manhã de hoje “em parte incerta”. Em contacto telefónico com a nossa reportagem, Tocova explicou que preferiu sair da circulação porque está a ser vítima de uma armadilha.
“Levaram um indivíduo, que dizem ter sido pago por mim, 50 mil meticais, para assassinar Mahamudo Amurane” explicou.
Tocova explica que tudo começou no sábado, quando indivíduos armados entraram na sua casa e ameaçaram o seu guarda. No mesmo dia, acrescenta, os mesmos indivíduos foram ao encontro do vereador da Polícia Municipal e revistaram o carro, pensando que ele (Tocova) se encontrava lá. Ao que tudo indica, de acordo com Manuel Tocova, o vereador reconheceu os indivíduos, que são da polícia. Ler mais (O País – 06.11.2017)

Moçambique: Revolta e manipulação na origem dos ataques em Mocímboa da Praia

Analistas moçambicanos consideram que revolta de populações rurais e manipulação interna e externa podem ter levado a ataques armados à polícia em Mocímboa da Praia e de outros tumultos no país, no último mês.
Todo o cenário "faz parte de uma situação de crise social" em que "as populações rurais" de diferentes pontos "estão a responder, a atacar um Estado que elas pensam que não lhes está a servir", refere o historiador Yussuf Adam, pesquisador desde a década de 70 na província de Cabo Delgado.
O ataque a Mocímboa insere-se no mesmo quadro, defende, apesar das culpas apontadas por autoridades locais e população a uma "seita" islâmica radical que foi conquistando jovens da vila e os levou para a agressão.
Sem descartar essa radicalização, Yussuf Adam diz que "ainda hoje" faltam dados sobre como aconteceu, ao mesmo tempo que, a seguir aos ataques, se partiu para uma "generalização abusiva" sobre a existência de terroristas a partir de relatos conhecidos há anos de jovens muçulmanos que se reúnem com vestes e costumes próprios na região, mas sem atacar o Estado.
Centrar a discussão das causas dos ataques de 5 de outubro na radicalização islâmica é redutor, defende, numa região em que há vários pontos de atritos. Ler mais ( Deutsche Welle – 05.11.2017)

domingo, novembro 05, 2017

Angola encomendou 25 viaturas de luxo para a tomada de posse de João Lourenço

Companhia aérea russa especializada no transporte de grandes cargas garantiu a entrega de 25 "viaturas de luxo" Mercedes especificamente para a cerimónia.
Uma companhia aérea russa especializada no transporte de grandes cargas anunciou ter garantido a entrega, num único voo entre Alemanha e Angola, de 25 "viaturas de luxo" Mercedes, especificamente para a cerimónia de posse do novo Presidente angolano, João Lourenço.
A informação consta de uma nota disponibilizada já este mês pela própria Volga-Dnepr Airlines, consultada hoje pela agência Lusa, na qual acrescenta que as viaturas, numa carga total de 110 toneladas, foram transportadas com recurso a um Antonov 124-100, um dos maiores aviões de carga do mundo, cujo interior foi adaptado para o serviço.
De acordo com a Volga-Dnepr Airlines, com sede em Ulianovsk, na Rússia, o transporte foi feito entre Leipzig e a capital angolana, em nome da embaixada de Angola na Alemanha e consistiu numa frota de 25 viaturas Mercedes de luxo.
Incluía ainda três carros de polícia e dois Mercedes blindados classe G, uma encomenda global de 30 viaturas que a Volga-Dnepr Airlines refere ter sido feita para a cerimónia de tomada de posse de João Lourenço como novo Presidente angolano, a qual teve lugar a 26 de setembro último, sucedendo a 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos. Não foram adiantados valores relativos a esta encomenda. Ler mais ( Deutsche – 05.11.2017)

sexta-feira, novembro 03, 2017

Viaturas do barulho vão para Guebuza, Chissano, Adelino Muchanga e Verónica Macamo

Os donos das encomendas de luxo

Armando Emílio Gue­buza e Joaquim Alberto Chissano, anti­gos presidentes da República, Verónica Nataniel Macamo, presidente da Assem­bleia da República e Adelino Muchanga, presidente do Tribunal Supremo (TS) são parte das altas individualidades que en­comendaram e receberam as viaturas de luxo. As aquisições, que acontecem num momento particularmente inapropriado tendo em conta os deficits económicos resultantes, em parte, da suspensão das doações dos parceiros internacionais, estão a gerar uma onda de indignação colectiva sem precedentes.

A conferência de imprensa convo­cada e concedida no início da noite desta quarta-feira, pelo Secretário Permanente do Ministerio da Economia e Finanças, Domingos Lambo, só veio adensar as críticas públicas por ter ficado claro que, efectivamente, parte dos carros de luxo foi encomendada e adquirida este ano e parte no ano passado, portanto num momento em que o governo continua a exigir contenção às aos moçambicanos, particularmente às populações mais desfavorecidas.

COMO AGE O INIMIGO INTERNO

A EXPRESSAO “como age o inimigo” evoca, nos que viveram no tempo do Presidente Samora Machel, (o tempo revolucionário), várias conotações (emoções) e múltiplos significados, entre nostálgicos aos odiosos, por vários motivos, e que a história regista mas o discurso político presente parece não pretender recordar e muito menos exprimi-lo em voz alta e publicamente. Não será isso uma acção desse inimigo interno?
Segundo o conceito desse tempo, o inimigo desdobrava-se em interno e externo e, enquanto o externo era claramente identificável mesmo fisicamente, o interno era tão complexo e até invisível porque era um Judas: vestia a mesma farda, comia no mesmo prato, falava a mesma linguagem do grupo (movimento, partido, etc.), identificava-se vivamente com o grupo, etc., mas era um inimigo cujo resultado final da sua acção era destrutivo.
O inimigo interno, ainda segundo o sentido desse tempo, podia ser um infiltrado que, por isso, estudava e imitava a forma de ser do seu alvo, penetrando-o até ao seu “intestino” e, uma vez aí instalado, e já tido como amigo, como parte do sistema, imperceptivelmente, destruía calma, silenciosa e impunemente o seu “amigo” sem este desconfiar e até com o beneplácito da vítima.
Esta táctica do inimigo sugere que este se faz amigo da sua vítima, elogia-a na negativa para que esta erre mais e, para não cair na desgraça da vítima, evita sugerir algo de positivo, esperando e desejando que a vítima tome decisões erradas e se destrua sem que ele (o inimigo) seja responsabilizado. E quando a vítima for destruída, o inimigo salta, desresponsabiliza-se e abandona-a para se apoiar no dirigente substituto a ser tratado da mesma maneira.

José Jaime Macuane: “Fui vítima de um crime de natureza política”

Em grande entrevista ao nosso jornal, o académico moçambicano Jaime Macuane abriu o peito, pela primeira vez, depois do atentado que sofreu há pouco mais de ano e meio. No seu jeito característico de homem frontal nas suas análises e opiniões, Macuane comentou de tudo um pouco. Dos temas mais polémicos aos suaves, o presente e perspectivas para o futuro, falou sem rodeios e sem fugir a qualquer assunto, incluindo o que mais lhe marcou num passado recente: o atentado que sofreu.

Há um ano e meio, foi vítima de um atentado que o silenciou enquanto analista político com intervenções semanais no programa Pontos de Vista da STV. Como é que interpretou este acto?

Embora seja trágico e em certo ponto duro, o atentado não foi assim tão surpreendente, tendo em conta o contexto social vivido na época. Era de se esperar, como disse numa edição do programa Pontos de vista: “todos nós podíamos ser potencialmente vítimas da violência que havia no momento”. O acto em si de forma alguma me demove do facto de acreditar que é meu dever, também direito, contribuir para que se possa debater as questões do meu país. E mesmo que sejamos vítimas desta violência que periodicamente se abate sobre nós, acho que recuar e deixar de participar não fará com que esse espírito de resolver as coisas de forma violenta acabe. Pelo contrário, vai dar mais espaço e encorajar ainda mais os protagonistas destes ataques, que pretendem silenciar os moçambicanos que não fazem nada mais do que exercer os seus direitos.

quinta-feira, novembro 02, 2017

Police, army, SISE heads changed

By Joseph Hanlon

In a post-Congress reshuffle triggered by ill health and the need to prepare for the integration of Renamo forces, President Filipe Nyusi last week appointed new heads in the military, police and security services.

Lagos Lidimo steps down as director general of the State Intelligence and Security Service (SISE), while Graca Chongo retires as armed forces (FADM) Chief of Staff. Both are known to be seriously ill. And the deputy commander of the national police (PRM), Jose Weng San, died two weeks ago after a lengthy illness.

Lazaro Menete, formerly commander of the army, is promoted to be the new armed forces head, replacing Chongo. Prior to his army service, he was a rear admiral and navy commander. The armed forces deputy chief of staff Raul Dique was named by Nyusi last year, and is one of the senior officers who came from Renamo after the 1992 peace accord. Menete is replaced as army commander by Ezequiel Muianga, former chief of staff of the Presidential Guard.

Tatana chifunha nkuma

As coisas repetem-se. Sem querer, eu sou obrigado a acreditar que, na verdade, o mundo é redondo, circular, etc. As coisas acontecem ciclicamente e a razão está aí bem explícita como a luz do dia: “o mundo é redondo”. Eu até poderia acreditar na necessidade de muita coisa se repetir, mas nunca tinha pensado que era tudo que tinha que se repetir, até o nascimento. “Digo-lhe a verdade: ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo” – disse Jesus a Nicodemos, em João 3:3.
Há anos, li um texto que contava a história de um homem que, no tempo da grande fome, ele descobriu uma colmeia de onde extraiu uma grande quantidade de mel. Só que aquele homem era muito “inteligente” como muitos pais que o mundo revela em todas as épocas de fome. 
O que ele fez?
Amigo leitor, eu não me lembro de toda história, mas se eu te contar o pouco que me vem à memória, fartar-te-ás de rir. Claro, podes até não rir, porque a história, pelo menos na parte de que me recordo, é tristinha.
Vamos ao que interessa: esse tal pai, não sei se era pai também, porque, por aquilo que ouvi nas telenovelas, pai é aquele que cria, cuida, ama, responsabiliza-se por tudo o que os filhos necessitam para crescer. O simples facto de alguém gerar crianças, como resultado, se calhar, da satisfação de suas necessidades biológicas, não lhe dá o direito de ser chamado de pai. É verdade, sim. Eu concordo com isso, caro leitor. Não é qualquer um que a gente tem de chamar de pai. Esse alguém deve merecer esse “grau”.
Estou a falar muito, não é? Até parece que não estou interessado em contar essa história. Está bem. Já vou contar. Esse homem, depois de extrair aquela enorme quantidade de mel, depositou-a num grande pote e escondeu-o numa lixeira onde deitavam, sobretudo, as cinzas. É normal lá nas comunidades rurais, onde cada um tem um grande pátio, escolher-se um sítio, nas extremidades do pátio, para depositar cinzas. Foi, então, assim que esse tal senhor achou um lugar oportuno para esconder o seu mel.
Depois de esconder o mel naquele lugar, arranjou uma cana, ou seja, uma mangueira que ele mergulhava no fundo do pote e lhe permitia sugar o mel. Assim, ele chupava o seu mel sozinho, sem dar nem à sua esposa nem aos seus filhos.
Isso de comer sozinho não era o pior. Sabe, meu amigo, o que ele fazia? Para mim, isso já é o cúmulo do absurdo. Dói-me lembrar e até contar-te.

Dhlakama diz que assassino de Mahamudo Amurane nunca será revelado

O presidente da Renamo alertou esta quinta-feira que o assassinato do autarca de Nampula, Mahamudo Amurane, há um mês, vai acabar em silêncio porque as autoridades moçambicanas “não têm a cultura de dizer a verdade”.
Afonso Dhlakama considerou uma farsa as actuais investigações e sustentou que os mandantes do crime nunca serão conhecidos, acusando o Governo de estar a propiciar estes silêncios, tal como aconteceu com outras figuras assassinadas por motivações politicas.
“Alguma vez o Governo moçambicano ou da Frelimo já disse a verdade quando se trata de violência ou criminalidade?”, questionou Dhlakama, insistindo que as autoridades “só prometem investigar, prometem perseguir para depois informar ao publico”.
“Mesmo agora o edil de Nampula, não espero que o Governo venha dizer que foi tal fulano [que o assassinou]. Podem prender um e outro porque tinha `boca cumprida`, mas os autores mesmo, os atiradores, nunca serão apresentados”, sublinhou o líder do maior partido da oposição em Moçambique.
Após o assassinato de Mahamudo Amurane, a 4 de Outubro, a Polícia fez duas detenções, de um empresário de construção civil e um vereador municipal, que estavam na companhia do então presidente durante o ataque, tendo depois sido constituídos arguido no caso.
Desde então, não são conhecidos os contornos das investigações sobre a morte do autarca, que estava em vias de rompimento com o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política, com o qual havia sido eleito edil de Nampula.

Fonte: Voz da América, em Notícias Sapo – 01.11.2017

quarta-feira, novembro 01, 2017

LINHA ABERTA 31 10 2017: Sobre o Provedor da Justiça

Se a Renamo capitalizasse o deputado Muhamad Yassine e o MDM capitalizasse o deputado Venancio Mondlane entre outros com capacidade de argumentação, Mocambique teria tido uma oposição muito forte.
Para mim, capitalizá-los significa produzir no mínimo dez deputados da Assembleia da República, dez da Assembleia Provincial, cinco da Assembleia Municipal deste calibre.